Não gosto de aniversários. Nunca gostei, na verdade. Isso ocorre por uma série de fatores, mas o principal, acredito, é que minha bizarra timidez não goste de datas em que eu, ao menos em tese, ficaria em evidência. Ainda mais quando toda a França pára para festejar meu aniversário :)
Contudo, este ano o aniversário veio com um peso extra: O peso dos trinta anos!
Não é nada, não é nada, mas até os 29 você ainda pode dizer que é jovem. Afinal, sua idade começa com “vinte e…”. Mas trinta é ruim até de falar. Se não tomar cuidado, pula um perdigoto na primeira sílaba de “trinta”.
Os trinta anos são o início de uma caminhada que te leva aos quarenta. E fatalmente vem aquela sensação de que o tempo está mais curto pra fazer tudo que se quer fazer e, afinal, por que cargas d’água não fizemos tudo o que tínhamos pra fazer até ontem, quando ainda tínhamos um belo “vinte e…”?
Mas não liguem… São só as reclamações de um velho!
Amanhã eu melhoro :)
Faz tanto tempo que estou devendo posts no Inutiologia que acumulei assuntos velhos para comentar. Menos mal :)
Bom… Um desses assuntos velhos é mais uma das tentativas desesperadas do Dudu de conseguir links. Ele chupou a idéia de um outro blog que, por sinal, chupou a idéia também de outro blog (bom… a blogosfera é assim, afinal) e apresentou uma fórmula para criar a capa do seu primeiro CD, caso você fizesse parte de uma banda de rock.
Basta seguir o passo-a-passo a seguir:
1 - O título da primeira página aleatória que aparecer neste link será o nome da sua banda.
2 - As últimas quatro palavras da última citação desta página formarão o título do seu disco.
3 - A terceira foto dessa página, não importa qual seja, será a capa do seu disco.
4 - Abra qualquer editor de imagem e monte o layout do seu CD.
Eu fiz isso há um mês, mas achei que a capa ficou tão boa e com todos os elementos fazendo tanto sentido entre si, que não podia deixar de registrar:

Inutiologia, aqui me tens de regresso,
e suplicante te peço a minha nova inscrição.
Voltei pra rever os posts que um dia
eu digitei com pesar ou alegria,
me acompanha minha pouca razão.
Inutiologia, sabendo que andei distante
sei que esses leitores falantes vão agora ironizar:
“Ele voltou, o inútil voltou novamente,
partiu daqui tão contente, por que razão quer voltar?”
Acontece que o Mestrado que cobriu meu caminho
de trabalhos, pesquisas e resuminhos,
sugando a vida do meu coração
compreendeu e abraçou-me dizendo a sorrir
meu escravo você pode partir, mas não esqueça sua dissertação.
Vá rever os teus posts, teus textos, capivaras,
vá escrever novas bobajadas e entreter seus leitores leais.
Vá embora, pois me resta o consolo e alegria
de saber que depois da Inutiologia
é de mim que você gosta mais.
PS: Perdão, Nelson Gonçalves.
O título não faz sentido, mas é por aí…
Em resumo, o blog entra em férias forçadas por pelo menos um mês. Final de semestre para quem trabalha em escola (aliado ao Mestrado, que está chegando a seu pico de estresse) é algo que nenhum mortal consegue agüentar.
Resumindo o resumo, embora minha intenção fosse acabar de vez com as férias blóguicas quando surgiu a nova versão do Inutiologia, vou ter que fazer pelo menos mais uma. De qualquer forma, é uma justificativa para minha ausência por tanto tempo a partir de agora.
Sintetizando o resumo resumido, volto a escrever lá pra julho. De preferência antes do meu aniversário. De preferência se eu ainda estiver com meu cérebro funcionando.
Cérebro funcionando?…
Em nossa batalha para preservar a história das fantásticas e fenomenais capivaras romenas, trazemos mais um post de conteúdo velhinho, vindo diretamente da antiga página em homenagem a esses fabulosos animais.
Esse texto foi reformatado a partir de um site bem mais antigo que o próprio Inutiologia 1.0. O texto foi levemente adaptado naquilo que era absurdamente datado, mas, logicamente, não deu pra fazer milagres:
A História das incríveis e auspiciosas Capivaras Romenas
As capivaras romenas surgiram por volta de 1598 no reino da Romênia, mais conhecido na época como Depósito Armado de Jogral. Alguns historiadores afirmam que o motivo desse apelido tão estranho seria porque a Romênia, durante o período feudal, foi rota de passagem de poetas e cancioneiros que iam em busca das glórias oferecidas pelo condado de Duncan, terra vizinha, que em 1656 foi transferido para a Baixa Ásia, sendo destruído pelo ataque dos bárbaros de Hong Kong em 1766.
As capivaras romenas sempre foram motivo de discussão entre as altas rodas da intelectualidade londrina, lisboeta e pernambucana. Dizia-se, já em 1920, que elas não passavam de lenda, porém a República Popular da Romênia sempre desmentiu os boatos, categorizando a existência real dessa espécie de animal silvestre. Várias caçadas infrutíferas se seguiram em busca de sua comprovação existencial, porém os caçadores sempre voltavam de mãos abanando.
Porém, no dia 14 de julho de 1978, um jovem expoente literário do Reino Unido da Romênia chamado Ludwig Van Aufwiedersehen, obteve os primeiros indícios de que as capivaras romenas realmente haviam existido e comprovou sua teoria ao retirar das tetas de uma capivara mãe que adormecia em um orvalho um líquido espumante ao qual deu o nome de capivarol. Hoje em dia, Ludwig é um renomado multimilionário, coisa que só foi possível pela venda do capivarol em larga escala. Sua sorte é que a Revolução Industrial tinha acabado de aportar em seu país (um tanto atrasada, é verdade) o que facilitou seu trabalho.
Mas apenas em 1991 foi capturado o primeiro espécime, que não durou muito tempo no laboratório de pesquisas da Universidade Federal da Romênia e Jaboatão (UFRJ), pois o professor Markus Silvkus a seqüestrou após apaixonar-se pelo animal. Isso foi notícia no mundo inteiro, o que incentivou milhares de romenos a conquistar sua própria capivara. A febre capivárica dura até hoje porque não tem fim. Até porquê, se tivesse fim, não duraria até hoje.
No início de 1996 o primeiro exemplar de capivara romena aportou no Brasil, tendo sido enviada como presente do grão-vizir romeno Abladaarkus Euritorks a um amigo (cujo nome até hoje está mantido em segredo) que fazia parte do corpo de usuários de um antigo BBS (uma espécie de precursor do MSN), no Rio de Janeiro (uma espécie de precursor da Bósnia). Adicionada ao BBS, a capivara romena multiplicou-se através de backups e invadiu os lares de língua portuguesa e romena de todo o Alto Xingu para baixo.
Essa homepage apenas faz parte do plano das capivaras romenas para dominar o mundo. Por sinal, eu não estou escrevendo isso. É minha capivara romena quem está digitando, fazendo a programação visual e direcionando os links. Você ter lido até aqui esse texto, gastando seu tempo, cada vez mais curto na velocidade do mundo atual, é a prova cabal de que as capivaras conseguem conquistar qualquer pessoa.
Parabéns! Você foi infectado pelo vírus capivárico!
Antes de continuar falando sobre os objetos da Exposição Star Wars, antes de comentar sobre a frustração de não conseguir participar da Academia Jedi, antes mesmo de falar sobre a emoção ao ver Darth Vader pessoalmente (não precisamente pessoalmente, claro), um ponto muito importante deve ser citado sobre a Exposição Star Wars: As gatinhas jedi!
Para quem está acostumado com eventos nerds, não há muita surpresa em se encontrar moças bonitas. Há muitas nerds bonitas por aí. Eu sei que isso é quase um contrasenso para quem está fora do contexto nérdico, mas é a realidade. Portanto, não houve nenhum espanto particular ao se ver moças bonitas passeando pela exposição (algumas das mulheres do Conselho Jedi mineiro, por sinal, eram umas gracinhas - com todo respeito).
O caso da Exposição Star Wars foi especial e merece nota porque houve, por motivos óbvios, uma profusão de gatinhas com roupas jedi. Para os fãs de Guerra nas Estrelas, isso só perde em fetiche para o biquíni da Princesa Leia (não, infelizmente não havia nenhuma moça por lá com o biquíni de escrava da Leia).
Sei que nem todas as gatinhas jedi que trabalhavam na exposição a caráter são necessariamente nerds. Mas não deixam de ser gatinhas jedi. O único problema é que era difícil dar uma cantada. Afinal, chegar junto de uma moça e pedir para ver seu sabre de luz é algo que, decididamente, pegaria muito mal.

Antes de voltar para as clássicas perguntas e respostas, vamos lembrar de uma seção que começou pequena no antigo Marta responde!… e que continuou pequena, já que só tinha mesmo esses três tópicos que trazemos abaixo: O Dicionário da Marta!
Ao invés de perguntas e respostas, Marta trazia definições de palavras. Só que acabou ficando só com três palavrinhas dicionarizadas por ela. Portanto, continue lendo e regozije-se. Depois, pergunte para ela o que significa “regozije-se”.
Corporeidade - s.m. - É a idade que um corpo tem. Por exemplo: você pode ter 18 anos, mas se você fuma muito vai envelhecer rapidamente e sua corporeidade, ou seja, a idade de seu corpo, ficará em aproximadamente 30 anos. Outro exemplo seria quem passa por uma cirurgia plástica: tem oitenta anos mas uma corporeidade de 40.
Enfezado - v.tr.ind. - Esse é mais um dos problemas da filologia. Quando o termo “enfezado” surgiu, definia alguém que estava nervoso por ter defecado nas calças. Ou seja, estava “enfezado”, cheio de fezes. Com o tempo, essa palavra começou a ser utilizada para definir uma pessoa que estivesse nervosa por qualquer motivo, não apenas por causa de seu intestino frouxo.
Pudor - s.m. - A origem filológica da palavra é pu (colocar) + dor (dor), ou seja, colocar dor, fazer doer. O significado atual aparentemente é diferente, mas na verdade é igual. Ter pudor em algo é colocar-se uma dor - metaforicamente falando - quando esse algo ocorre. Uma pessoa cheia de pudores, pune-se quando faz algo que julgava que não devia fazer. Ou seja, põe dor em si mesma. Vendo o contrário, a pessoa despudorada não se sente dolorida ao fazer coisas despudoradamente.
Uma expectativa de quase 20 anos foi bem atendida pelo novo filme do Indiana Jones. Claro que havia o medo de que George Lucas fizesse a mesma lambança que fez com a nova trilogia do Guerra nas Estrelas (que só ficou melhorzinha na metade final do terceiro filme), mas felizmente isso não aconteceu e acertaram a mão (agradeçam ao Spielberg, acho).
Claro que ajudou o fato de usarem um “estilo” anos 80 para a filmagem do filme, mas ainda assim ficou interessante ver Indiana Jones depois de tanto tempo. E o mais interessante: O tempo passou para ele assim como passou para a gente. Não tentaram disfarçar a idade do Harrison Ford, mas posicionaram o Indiana Jones como um coroa. Sem contar que, logicamente, colocaram Shia LaBeouf como filho do Indiana já preparando uma “transição”. A própria obviedade do nome dele ser Mutt (certamente em homenagem a seu cachorro, tal qual Indiana assim se chamou por conta de seu cachorro) leva a isso.
- A gente não vai poder falar?
- Acho que nesse filme vocês não terão muito o que falar. A não ser o Agenor que sempre acha que o original é melhor.
- Mas é mesmo.
- Eu sei que esse filme não foi tão fantástico quanto os outros, mas está bem perto deles. Sem contar que trouxe elementos de filmes anteriores. Também manteve o humor e a personalidade do Indiana Jones.
- Mas não foi tão bom quanto os anteriores. Foi pra ganhar dinheiro!
- E quem se importa? Não sendo uma porcaria que nem o Episódio I, já estamos no lucro.
- Não mais no lucro que a Lucasfilm…
- Bah! E você, Fredimundo?
- Gostei, claro.
- E você, Gumercindo?
- Os críticos adoraram, então eu também adorei.
- Viu, Agenor?
- O Fredimundo gostou de Tomb Raider 2, meu Deus! E o Gumercindo concorda com tudo que a Veja fala sobre cinema! A opinião deles certamente não conta pra nada!
- Bom argumento… E você, Zenóbio?
- Tinha pouca mulher bonita. Mas aquela russa até que era bem gracinha. Quem era a atriz?
- A Cate Blanchet. Não reconheceu?
- A… Cate… Blanchet…? Credo! Esquece o que eu disse! Vou lavar as mãos agora mesmo! Credo!
Depois disso, me restou continuar ignorando os apelos de Agenor para que eu concordasse que os filmes originais foram melhores. Sim, não nego que o novo filme não é tão bom quanto os três primeiros, mas foi muito bom e se coloca como bastante promissor para uma nova trilogia.
Alguém ainda duvida disso depois da metáfora no final do filme? O chapéu cai no pé do filho do Indiana, que resolve colocá-lo, quando é impedido pelo próprio Indiana. Metaforicamente a indicação de que ele será o novo Indiana Jones, mas não agora.
Poético, não?
Sei que já faz mais de um mês que eu fui à Exposição Star Wars, mas como ela vai continuar lá em São Paulo até meados de julho, posso ir comentando mesmo depois de tanto tempo :)
Quem não gosta de Guerra nas Estrelas? (Star Wars é para neófitos!) Apesar de ter nascido um ano depois do primeiro filme ser lançado, eu me viciei na trilogia assim que a vi pela primeira vez. E, claro, me tornei mais um dos milhões de consumidores de produtos derivados. Portanto, a notícia de uma exposição sobre o filme certamente me despertaria o interesse (meu e de milhares de nerds brasileiros).
De forma calma e natural, eu e vários amigos nerds de todo o Brasil combinamos de nos encontrar na terra da garoa para visitarmos juntos a Exposição Star Wars. Claro que aproveitamos para visitar outros lugares (vários restaurantes, por exemplo), mas o foco da excursão nerd era a exposição.
No dia combinado, fomos todos ao Parque do Ibirapuera. Encontramos o lugar certo da exposição ao avistarmos um maluco vestido de stormtrooper que implicava com um cachorrinho que latia sem parar para ele. Provavelmente o poodle era um trekker.

Os ingressos foram comprados com antecedência, via internet, já que esperávamos uma enorme fila. Só que chegamos cedo e não tinha absolutamente ninguém por lá. Só alguns minutos depois, enquanto ainda esperávamos mais alguns amigos chegarem, que veio uma porção de gente do Conselho Jedi de Minas. Resolvemos entrar logo para evitar o congestionamento nérdico.
A previsão no site do evento é de que a visita dura em média uma hora. Ficamos lá dentro umas quatro horas seguidas, se não me falha a memória. Cada detalhe de cada nave, roupa ou personagem era analisado com atenção e minúcia. O único momento mais complicado foi quando tivemos que acalmar o Rique, que ficara revoltado ao ver vários erros de data e referência no enorme cartaz de linha do tempo e resolvera sair batendo em todo mundo que trabalhasse na exposição.
Mesmo ele tendo razão, preferimos impedi-lo para não causar um problema maior com a força.
Eram tantos objetos, especialmente da trilogia original, que me perdi em pensamentos várias vezes analisando tudo. Músicas do filme não paravam de tocar em todas as salas e isso ajudava a manter o clima. Como um abestalhado, eu não parava de sorrir. Também não parava de planejar como poderia voltar para lá na calada da noite e roubar todo aquele material.
Só não perdôo a ausência do Yoda! Especialmente depois que descobri num outro blog que ele estava em Bruxelas! Inaceitável!
Em breve volto com mais posts sobre a Exposição Star Wars. Por enquanto, para quem ainda não foi visitá-la, deixo a foto da nave do Anakin, com direito a R2D2 a tiracolo. Quem entra na exposição dá de cara com essa nave ao som da trilha original de Guerra nas Estrelas. Caso você não fique emocionado nesse momento, não pode se considerar um nerd de verdade!
