Enquanto o Inutiologia fica em férias forçadas por motivo de força maior (razão do título deste post), sugiro que os pouquíssimos leitores que restam por aqui curtam o novo Papo de Gordo, recém-lançado a partir da base do antigo blog Contrapeso e que conta com o ótimo podcast homônimo do qual eu participo.
Deu trabalho, mas a gente conseguiu ajeitar o blog a tempo do lançamento da 15ª edição do podcast, que contou com a participação do pessoal do RapaduraCast, o melhor podcast sobre cinema da internet (até porquê só tem podcast na internet, afinal).
De qualquer forma, é por aí. Vai demorar um pouco para eu voltar a escrever regularmente no Inutiologia, então, até segunda ordem, só será possível ler meus textos no Papo de Gordo. E lá não vou atrasar, já que entro na porrada se isso acontecer.
Até breve! Acho.
Tem horas que não dá pra escapar do mico. O jeito, então, é relaxar e deixar rolar. Um lugar altamente propício a micos são festas a fantasia. E foi exatamente isso que minha irmã inventou de fazer para o “chá de fralda” de meu futuro sobrinho, no último sábado.
Para quem não sabe, “chá de fralda” é uma festa em que todos os convidados dão de presente fraldas para um bebê que nascerá em breve. Pelo volume de fraldas, meu sobrinho pode ser um tremendo cagão que não terá problemas, mas não é esse o ponto do post.
O ponto é a festa a fantasia.
Minha irmã, com uma barriguinha sutil de quase nove meses, preparou sua roupa de Mulher-Maravilha e ficou me questionando sobre qual fantasia eu usaria. Como bom gordo, respondi de pronto: “Obelix”. Imaginei que era só colocar uma calça listrada na altura da barriga e pronto. Doce ilusão!
Minha irmã é tão insanamente criativa e gosta tanto de inventar coisas que se prontificou a preparar minha fantasia. Comprou tecido, pediu à minha tia que costurasse uma calça e um cinto, arrumou uma peruca ruiva para fazer trancinhas e até encontrou um capacete perdido por aí. A fantasia ainda vinha com bigode, mas ele incomodava muito e nem usei.
Sem chance de fugir do mico, respirei fundo e pensei: “Ora, bolas, é uma festa a fantasia. Todo mundo estará fantasiado. Eu vou ser apenas mais um no meio do galerão”. Doce ilusão II - A Missão!
Embora tivéssemos uma Fiona, dois Flintstones, um senador romano, três palhacinhas, duas Mulheres-Gato, uma bailarina, um faraó e até um Kiko (só faltando a bola quadrada), entre diversos outros, era o Obelix que chamava a atenção. E eu me senti um ponto turístico, com todo mundo querendo tirar foto comigo.
O problema é que eu sempre fico responsável pelas filmagens e fotos das festas exatamente por não gostar de aparecer do outro lado da lente.
Mas, tudo bem. Gordo que inventa se fantasiar de Obelix tem mais que sofrer. Portanto, se é pra pagar mico, paguemo-lo logo. Já que estou no álbum do orkut de quase todo mundo que foi à festa, vamos pagar mico no blog também.
Portanto, para deleite dos leitores do Inutiologia, a foto “Eu: Obelix”!

Deixei minha irmã junto na foto para eu não pagar mico sozinho. Pena que, ao contrário de mim, ela adora aparecer e vai até ficar feliz com isso…
Irmão do meio sofre. Só não acha isso quem não é irmão do meio.
O irmão mais velho é o primogênito. Nome imponente para aquele que é o mais maduro entre todos os irmãos. É o primeiro, aquele que tem mais força e independência, o que se impõe.
O irmão mais novo é o caçula. Nome bonitinho para aquele que é o mais mimado entre os os irmãos. É o último, aquele que é o mais frágil e xodó da família.
E tem o do meio.
O irmão do meio nunca será o primogênito. Mesmo quando o mais velho se lança pelo mundo, o do meio fica com um título secundário de “mais velho entre os que sobraram”, no máximo um “segundogênito”, mas nada realmente importante.
O irmão do meio já foi caçula e sentiu o sabor de ser o mais paparicado. Mas por pouco tempo. Antes de saber como é bom ser o xodó da casa, já surgiu outro que tomou seu lugar sem dó nem piedade.
Irmão do meio não tem identidade. É apenas o “irmão do meio”. E olhe lá.
Levantemos, pois, irmãos do meio, na busca por um título honorífico que minimize nossa desimportância! Busquemos no latim, no grego ou até no esperanto um nome que faça jus à verdadeira glória de ser um irmão do meio!
“Misógino” já tem dono e seria bem machista. “Mediúnico” também já tem dono e soaria um tanto espiritual. “Meiínha” pegaria mal pra caramba. “Meiúdo” pegaria mal em outro sentido. “Midware” é geek demais para os seres humanos comuns. O que fazer?
Vamos começar uma busca pelo nome a ser dado para os irmãos do meio! Não vamos deixar de ser irmãos do meio e sofrer por isso, claro, mas pelo menos vamos ter um nome maneiro pra ostentar.
Mas relaxem. Podia ser pior. Poderíamos ser filhos únicos, seres que são primogênito e caçula ao mesmo tempo, com uma característica anulando a outra em constante esquizofrenia, pobres criaturas…
Sem ambigüidade nem necessidade de criar qüiproquó, com uma observação apenas lingüística, embora de uso freqüente, quiçá grandiloqüente, reclamo da inconseqüente (porém de cancelamento inexeqüível) morte do trema!
Sem muita eloqüência, venho criticar qual alcagüete a morte de tão simpático diacrítico. As conseqüências desse ato são horríveis. Delinqüentes já não gostavam do trema. Preferiam soluções quase eqüitativas para evitar seu uso. De Anhangüera até Birigüi, contudo, vozes se levantaram contra, mas já era tarde. A argüição até hoje é tão chata que ninguém mais agüenta.
Cá, então, estou eu, comendo uma lingüiça frita diante do Windows (infelizmente, não uso o sistema do pingüim) e resolvendo aproveitar esse post para voltar a um antiqüíssimo tema. Afinal, a gramática é eqüidistante da polêmica, em contigüidade à complicada necessidade de comunicação dos povos. Desde os tempos da mobilidade eqüestre até os atuais momentos em que a consangüinidade se verifica pelo DNA, o tema do trema vem como deságüe de todo esse bate-papo.
Não há obliqüidade nesse meu texto. Na verdade, sequer lingüista eu sou. Apenas resolvi desmilingüir várias palavras com o diacrítico, ensangüentei a gramática e enxagüei a lógica num agüeiro de forçação de barra para usar o maior número possível de expressões com trema antes de começar a seguir a Reforma Ortográfica da Língua Portuguesa em meu blog.
Tremenda ubiqüidade, né?

A tomada de 220 volts sofre coberta por uma fita marrom, aparentando um rosto desesperado e sofredor, enquanto que a tomada de 110 volts, livre, observa assustada para a quarta parede, através da qual vê um internauta estranhando tão insólita imagem.
Deve ser metáfora para alguma coisa, mas isso me escapa agora.
Não tinha um assunto para colocar por aqui na tentativa de ressuscitar o Inutiologia, mas hoje aconteceram umas bizarrices que, se não geram um post que preste, ao menos servem para eu enrolar todo mundo.
Bom… Tudo começou quando eu precisei ir à Imprensa Oficial, no centro do Rio, pagar uma dinheirama absurda para a publicação da lista de cocluintes do colégio no Diário Oficial. Fiz uma pequena confusão na saída do metrô e, depois, me confundi na hora de procurar o andar certo onde aquela troço estaria, mas nada digno de nota.
Cheguei por volta as 12h30. Tinha um cartaz enorme dizendo que só voltariam a atender às 13h (coisa que não fora informada por absolutamente ninguém antes). Perguntei para um cara que estava à toa se ele não poderia me atender, que eu vim de Nova Iguaçu e coisa e tal, mas ele disse que não tinha jeito, já que o responsável estava no almoço e ele havia deixando o caixa trancado.
Fiquei ouvindo iPod até as 13h, quando levantei e fiquei na frente do caixa. Ninguém nem olhou para mim. O cara com o qual eu havia falado antes estava no computador (talvez jogando Paciência). Havia uma mulher com cara de padóia lendo jornal sem fazer nada. Havia um coroa que estava na frente de uma mesa olhando para o nada. Havia uma moça que falava ao telefone. Um outra, numa salinha contígua conversava com um cara que parecia estar dando em cima dela. E nenhum deles poderia me atender porque o caixa estava trancado.
Quando já eram umas 13h15, eu reclamei (educadamente, já que tem aquela lei que proíbe as pessoas a tratarem mal funcionários públicos - embora não tenha nenhuma que impeça funcionários públicos desprezem as pessoas). A moça do telefone disse que havia ligado para o tal cara do caixa. Ninguém se moveu. O cara da Paciência disse que, apesar de ter umas sete pessoas por lá (totalmente à toa, diga-se de passagem), eram setores diferentes e, poxa, afinal o cara precisava almoçar. Pelo visto, eu provavelmente não precisava almoçar.
Lá pelas 13h30, o cara finalmente chegou. Todo despojado, com óculos escuros na cabeça e uma sacola de compras com dois rolos de papel de presente. Sim, o desgramado não estava almoçando, ele estava fazendo compras na porcaria do horário de trabalho dele. Quanto ao caixa trancado que ninguém poderia abrir… Ele pegou um clipe e abriu o caixa. Um clipe. Um… maldito… clipe!
Detalhe: O babaca nem olhou na minha cara e jogou o papel carimbado com a confirmação do pagamento de qualquer jeito pra cima de mim, tanto que quase caiu no chão. E o mané continuou sem olhar pra minha cara. E eu, sem muita opção a não ser tentar transformar isso num post no Inutiologia e tentar fazer graça com isso.
É… Não funcionou. Pra variar.
Não gosto de aniversários. Nunca gostei, na verdade. Isso ocorre por uma série de fatores, mas o principal, acredito, é que minha bizarra timidez não goste de datas em que eu, ao menos em tese, ficaria em evidência. Ainda mais quando toda a França pára para festejar meu aniversário :)
Contudo, este ano o aniversário veio com um peso extra: O peso dos trinta anos!
Não é nada, não é nada, mas até os 29 você ainda pode dizer que é jovem. Afinal, sua idade começa com “vinte e…”. Mas trinta é ruim até de falar. Se não tomar cuidado, pula um perdigoto na primeira sílaba de “trinta”.
Os trinta anos são o início de uma caminhada que te leva aos quarenta. E fatalmente vem aquela sensação de que o tempo está mais curto pra fazer tudo que se quer fazer e, afinal, por que cargas d’água não fizemos tudo o que tínhamos pra fazer até ontem, quando ainda tínhamos um belo “vinte e…”?
Mas não liguem… São só as reclamações de um velho!
Amanhã eu melhoro :)
Faz tanto tempo que estou devendo posts no Inutiologia que acumulei assuntos velhos para comentar. Menos mal :)
Bom… Um desses assuntos velhos é mais uma das tentativas desesperadas do Dudu de conseguir links. Ele chupou a idéia de um outro blog que, por sinal, chupou a idéia também de outro blog (bom… a blogosfera é assim, afinal) e apresentou uma fórmula para criar a capa do seu primeiro CD, caso você fizesse parte de uma banda de rock.
Basta seguir o passo-a-passo a seguir:
1 - O título da primeira página aleatória que aparecer neste link será o nome da sua banda.
2 - As últimas quatro palavras da última citação desta página formarão o título do seu disco.
3 - A terceira foto dessa página, não importa qual seja, será a capa do seu disco.
4 - Abra qualquer editor de imagem e monte o layout do seu CD.
Eu fiz isso há um mês, mas achei que a capa ficou tão boa e com todos os elementos fazendo tanto sentido entre si, que não podia deixar de registrar:

Depois de muita polêmica, os portugueses finalmente aceitaram a Reforma Ortográfica, ó pá! Eu até acho positiva a reforma, embora ela pudesse ser um pouquinho mais efetiva e não deixasse tanta exceção. Sem contar que vai dar trabalho escrever microondas com hífen, tendo o risco de mudar o sabor da pipoca.
A única coisa com a qual não me conformo é a extinção do trema! O sinalzinho é tão simpático que parecem dois olhinhos (¨). Sei que é uma observação meio baitola, mas eu gosto do trema. Sempre gostei de escrever paravras com trema só para usá-lo. Ubiqüidade, eqüidade, qüiproquó… Palavras toscas que não terão o mesmo gosto nesse mundo destremado.
Ao menos ainda terei a chance de escrever uns treminhas em alemão (quando eu finalmente aprender, claro!) e em nomes bizarros. Mas vou sentir falta do trema. Nos churrascos, sempre vou achar que a lingüiça está estragada e com gosto de “linghiça”. Fatalmente vou achar que cavalos morreram de forma súbita numa marcha eqüestre que será “ekéstre”. Certamente o eqüidistante ficará mais longe quando se tornar “ekidistante”. E por aí vai…
Pior do que a ausência do trema, apenas a profusão de piadinhas infames que surgirão quando vôo passar a se escrever “voo”. Afinal, o vôo estará sem acento. Sem assento. Acento, assento… Sacou?
Acho que isso convence você de que haveria posts sobre a reforma ortográfica piores do que esse sobre o trema.
Enquanto esse blog estava em sua pausa, o Dudu, em sua desesperada luta por conseguir mais posts linkados em sites de amigos e colegas, lançou um desafio (que, por sinal, ele copiou do blog de uma amiga que, por sua vez, copiou de outro lugar): Escrever uma lista do que se pretende fazer até o final de 2008!
Não levo muita fé de que eu vá conseguir realizar tudo o que está escrito abaixo. Mas, sinceramente, quem se importa? Afinal, não é compromisso lavrado em cartório :)
Vejamos:
1 - Chegar a dois digítos de peso (tá bom, essa não é tão fácil assim, mas vou seguindo na minha pseudo-dieta)
2 - Vencer minha timidez (pois é, ainda não consigo falar em público sem achar que estou fazendo papel de idiota… e normalmente estou mesmo)
3 - Arrumar uma namorada (moças blogueiras, sou um bom rapaz, com emprego estável, de boa família e estou aceitando currículos!)
4 - Lançar o fanzine Inutiologia (desde que eu anunciei o projeto já angariei bons colaboradores e ainda está em desenvolvimento, mas cedo ou tarde verá a luz do dia)
5 - Voltar a escrever poesia (não que eu queira tanto isso / mas dez opções tá difícil / ih… rima forçada é f#%@)
6 - Escrever mais um livro (o que não é tão difícil, já que eu publicarei por conta própria e, cá entre nós, não sou um editor lá muito exigente)
7 - Aprender francês (eu ia colocar alemão, mas estava esquecendo que é pra 2008)
8 - Fazer uma fotonovela com a Morsinha (sim, ela voltará!)
9 - Beijar a Ana Paula Arósio (vai que ela entra nesse blog por engano, lê isso, fica com pena de mim e resolve me ajudar nessa tarefa?)
10 - Tornar o Inutiologia um blog conhecido e bastante visitado (bwahahahahahaha… vixi, sou mesmo um pândego!)