Impressões de Brasília - Capítulo 6: Sete de Setembro (parte final, ufa!)

Nesse 15 de novembro, em homenagem à Proclamação da República (na verdade, apenas por ser um feriado), trago a última parte das Impressões de Brasília com a última parte dos comentários engraçadinhos sobre as fotos do Sete de Setembro.

Na verdade, os comentários estão sob as fotos… Mas acho que ninguém quer ler sobre paradoxos na língua portuguesa.

Bom… Vamos lá.

Sete de Setembro em Brasília (foto: Lucio Luiz)

Numa demonstração de habilidade e perícia, os policiais fazem uma rápida manobra para a direita… digo… para a esquerda… quer dizer… bom, acho que é por isso que as coisas estão do jeito que estão…

Sete de Setembro em Brasília (foto: Lucio Luiz)

Esse foi o momento do desfile em que o estômago embrulhou. Não vivenciei a ditadura militar nem jamais fui a manifestações políticas nos dias de hoje. Mas a visão da tropa de choque batendo o cassetete nos escudos, é de deixar qualquer um assustado.

Sete de Setembro em Brasília (foto: Lucio Luiz)

A Marinha do Brasil demonstra nessa foto que seus marujos sempre estão dispostos a ajeitar o uniforme dos companheiros. Mas, por favor, evitemos todas as piadas sobre marujos e suas atividades de caserna pois eles não merecem quaisquer epítetos difamatórios. E eu não estou a fim de levar uma bastonada de nenhum marujo insatisfeito com comentários desairosos. E olha que marujos adoram dar bastonadas nos outros… ops…

Sete de Setembro em Brasília (foto: Lucio Luiz)

Mais um exemplo da modernidade brasileira que garante nossa soberania nos campos de batalha! Afinal, para quê internet quando se tem uma moderna carroça no estilho do velho-oeste?

Sete de Setembro em Brasília (foto: Lucio Luiz)

Apesar da roupitcha do cavaleiro, é o cavalo que está entregando sua tendência a ser égua. Não, o cavalo não é da marinha. Nem sei porquê perguntaram isso…

Sete de Setembro em Brasília (foto: Lucio Luiz)

Eu havia esquecido de comentar na primeira parte dos comentários sobre o Sete de Setembro, mas a quantidade de lugares disponíveis era tão pequena que o povo se acomodou até nas árvores. E não há nenhum comentário que eu possa fazer sobre o assunto, já que não há militares na árvore. E eu prometi a mim mesmo que só sacanearia militares.

Sete de Setembro em Brasília (foto: Lucio Luiz)

Quando o desfile acabou, fiz algumas fotos extras pela rua. Talvez prevendo as bobagens que eu escreveria por aqui, alguns soldados tentaram me detonar com esse carrinho. Felizmente, eu escapei a tempo e me misturei aos paisanos.

Sete de Setembro em Brasília (foto: Lucio Luiz)

E por falar em paisanos, o divertido ao final do desfile foi a possibilidade de registrar composições como essa: uma barraquinha vendendo salgados tendo o Congresso Nacional e a Esquadrilha da Fumaça ao fundo. No que isso é divertido? Bom… Ainda não descobri, mas a frase tem mais efeito dessa forma.

OK. Com isso eu fecho as Impressões de Brasília. Apenas deixei de comentar sobre minha péssima experiência ao tentar visitar o Museu da Imprensa brasiliense e não conseguir, mas acho que isso deve ser algum jogo do mundo paranormal contra mim, já que eu não consigo visitar nenhum Museu da Imprensa que eu tento (vide minha experiência soteropolitana sobre o assunto).

Também não falei da sala do Lula, nem do coitado do rapaz que tem que ficar igual estátua na entrada do Palácio do Planalto, e nem ao menos sobre a invasão de gaúchos a cavalo na Praça dos Três Poderes. Mas, pô… Não agüento mais falar sobre Brasília!

quarta-feira, 15 de novembro de 2006 - Comentários (0)

Impressões de Brasília - Capítulo 5: Comentário gerais

Brasília é uma cidade interessante. Tem só 46 anos e foi formada com a participação de gente de tudo quanto é canto do Brasil, então não deu tempo de desenvolver muitos aspectos culturais “únicos”. No que dá pra sentir pelas barracas de lembrancinhas.

Eu procurei muito, mas muito mesmo, por lembrancinhas, camisas e essas coisas que todo mundo que viaja tem que comprar para quem não viajou. Mas só achava as reproduções dos prédio e monumentos ou camisas com os rabiscos do Niemeyer (bem legais, por sinal). Além do clássico “Um amigo meu esteve em Brasília e só me trouxe essa camisa” e suas variações.

Brasília: Lembrancinhas (foto: Lucio Luiz)

Mas o interessante em Brasília é a profusão de sotaques. Não consegui detectar um sotaque “específico” de Brasília. Também não foi possível perceber um “tipo físico” característico. De qualquer forma, uma coisa é certa: Nunca vi tanta mulher bonita por metro quadrado! E olha que eu sou do Rio.

Outra característica interessante de Brasília é a tranqüilidade com que as pessoas se apropriam tranqüilamente dos espaços públicos (o que é bem interessante). Na foto abaixo, por exemplo, a versão brasiliense para os meninos tomando banho no chafariz.

Brasília: Banhistas no Congresso (foto: Lucio Luiz)

Como esse deve ser o último post sobre Brasília (ao menos antes do derradeiro post sobre o Sete de Setembro), não posso deixar de comentar sobre alguns pontos turísticos não muito conhecidos por quem é de fora da cidade.

Mas como estou com preguiça de citar todos, vou falar apenas do Parque da Cidade. Um lugar aprazível, apesar dos banheiros (os que não estão quebrados, estão sujos. Mas vamos falar das coisas boas do Parque: Muitas mulheres de biquíni correndo de lá pra cá. Sim, ficar sem namorada por tanto tempo torna um homem um tanto monotemático algumas vezes.

Brasília: Parque da Cidade (foto: Lucio Luiz)

Logicamente, não poderia falar do Parque da Cidade sem citar o carro que faz a patrulha do local: Uma Joaninha!

Brasília: Joaninha do Parque da Cidade (foto: Lucio Luiz)

Nuff said.

terça-feira, 7 de novembro de 2006 - Comentários (0)

Impressões de Brasília - Capítulo 4: Sete de Setembro (parte 2)

Depois de muitos pedidos (nenhum, na verdade) trazemos a quarta parte das “Impressões de Brasília” com a segunda parte do Sete de Setembro. Confuso? Não? Então, não reclama.

Sete de Setembro em Brasília (foto: Lucio Luiz)

O orgulho do brasileiro por sua polícia não termina nunca. Esse aí, se não me engano, é uma das mais modernas aquisições da Polícia Rodoviária Federal. Um fusca? Que nada! É o Bumblebee! Dos Transformers, para quem não sabe :P

Sete de Setembro em Brasília (foto: Lucio Luiz)

Brasileiro não desiste nunca! A polícia aquática federal de Brasília não se limita ao Lago Paranoá. Nesta foto, vemos o uso criativo e inteligente dos jet-skys nas ruas da capital federal. E ainda por cima, os policiais vêm com uma exclusiva pose de G.I.Joe de filme da Sessão da Tarde.

Sete de Setembro em Brasília (foto: Lucio Luiz)

Mantendo a ótima impressão pela modernidade do sistema nacional de segurança, vamos a fantástica Divisão Brasileira de Stormtroopers. Sim, segunda referência nerd em menos de três fotos. Se não souber o que é, vire-se com a Wikipédia.

Sete de Setembro em Brasília (foto: Lucio Luiz)

O Brasil é demais! Unindo a praticidade de uma motocicleta em perseguições a bandidos e a importância de uma grande equipe para facilitar na apreensão dos vilões, o Brasil traz seu exclusivo motônibus militar. Além de ser ágil, ainda dá uma economia incrível de combustível.

Sete de Setembro em Brasília (foto: Lucio Luiz)

Como ainda há lugares inexplorados em nosso continental país, ambientes praticamente medievais, os geniais estrategistas brasileiros buscaram inspiração nas plagas internacionais da Idade das Trevas e trouxeram a Divisão Brasileira de Cavaleiros Negros, cujos membro são seguidos pelos participantes da Divisão Brasileira de Fiéis Escudeiros, como se vê na foto acima.

Sete de Setembro em Brasília (foto: Lucio Luiz)

Se não bastasse as modernosas modernidades de nossa incrível força policial nacional, ainda vemos uma máquina inacreditável que detona com todos os inimigos. Bem… Sei lá. Na verdade, essa foto é tão bizarra que não há legenda que compense.

Pior que ainda sobraram outras fotos do desfile cívico-militar. Se der na telha, publico qualquer hora dessas por aqui.

sexta-feira, 20 de outubro de 2006 - Comentários (0)

Impressões de Brasília - Capítulo 3: “Fotometáforas”

Para não me repetir muito, deixarei a seqüência do Sete de Setembro para outro post e trarei nesse aqui as “fotometáforas”. Para quem não sacou o neologismo, são fotos que eu fiz em Brasília com composições diferenciadas trazendo a chance de as pessoas elaborarem sua própria forma de entender o que eu quis dizer com isso tudo :)

Vale lembrar: Não são montagens no PhotoPaint, são fotos em ângulos diferentes, mas reais. Se bem que é um tanto bobagem eu fazer questão de explicar isso :P

De resto, nuff said!

Fotometáfora em Brasília (foto: Lucio Luiz)

Fotometáfora em Brasília (foto: Lucio Luiz)

Fotometáfora em Brasília (foto: Lucio Luiz)

Fotometáfora em Brasília (foto: Lucio Luiz)

Fotometáfora em Brasília (foto: Lucio Luiz)

domingo, 8 de outubro de 2006 - Comentários (0)

Impressões de Brasília - Capítulo 2: Sete de Setembro

Sete de setembro. Dia do desfile cívico-militar. Ouse chamar isso de “parada” que é capaz de conseguir a inimizade de um brasiliense. Deveria se chamar “desfile ‘milico-militar’”, já que a participação de “civis” resume-se a uns grupos folclóricos e umas escolas na abertura do evento, mas tá valendo.

Cheguei ao local do desfile com uma hora de antecedência para conseguir um bom lugar, mas todos os espaços já estavam lotados. Fui em direção à Catedral e tudo estava lotado. Tentei voltar em direção ao Congresso, mas todos os caminhos estavam bloqueados por militares que davam indicações desencontradas sobre por qual lugar era “permitido” chegar ao outro lado. Por sorte, consegui uma beira de calçada que me permitiu ver bem o desfile e fazer várias fotos.

O local escolhido também me permitiu presenciar alguns fatos bizarros. Por exemplo, uma menina de uns 12 anos perguntando ao pai o que o desfile comemorava, o que era a tal independência e se Dom Pedro era brasileiro. Coisas que certamente não se ensinam mais nas escolas para essa faixa etária.

A irmã menor, que devia ter uns 9 ou 10 anos, ainda perguntou ao pai se era o dia de Tiradentes, mas nessa hora eu já tinha desistido de acompanhar a batalha do pobre coitado para explicar aquela bodega toda.

Antes do desfile, que atrasou horrores, o locutor levou cerca de 15 minutos para narrar passo a passo tudo o que seria apresentado. E depois que ele terminou, começou tudo de novo.

Na hora do Hino Nacional, mais tristeza. Da posição em que eu estava, só consegui perceber pouquíssimas pessoas cantando o Hino. Para piorar, só metade dos soldados que ficavam de frente para o público estavam cantando (dentre os que estavam em meu campo de visão, mas certamente isso era generalizado).

Quando começou o Hino da Independência foi pior ainda. Ninguém cantava! Para ser preciso, só eu e o pai que tentara passar um pouco de cultura para as filhas estávamos cantando. E ainda assim eu não consegui lembrar a segunda metade das duas estrofes finais. Triste.

Bom… O desfile em si foi legal. Pelo que soube, não foi dos melhores porquê, como é ano eleitoral, não quiseram arriscar um veto do TSE para o evento e mantiveram o mesmo orçamento do ano passado. Vou partir então para as fotos com comentários e, como já falei demais, a maior parte das fotos vou deixar para outro post.

Sete de Setembro em Brasília (foto: Lucio Luiz)

Esses são alguns alunos do Colégio Militar com o mascote da escola, o carneiro Nicodemos 1. Sério. Juro. O locutor repetiu isso duas vezes.

Sete de Setembro em Brasília (foto: Lucio Luiz)

Pensei em fazer alguma piada sobre hemorróida, mas não me ocorreu nada que não soasse forçadamente ofensivo. Portanto, deixo para fazer a referência em outra oportunidade. E quando o alvo não for um militar, claro.

Sete de Setembro em Brasília (foto: Lucio Luiz)

Se não me falha a memória, esse personagem representava o povo brasileiro ;)

Sete de Setembro em Brasília (foto: Lucio Luiz)

Depois reclamam da falta de respeito para com os militares. Mas, sinceramente, esse movimento não parece uma manobra de patolagem genérica? Falta de mulher nos quartéis é fogo…

Sete de Setembro em Brasília (foto: Lucio Luiz)

Um exemplo da nova frota da Aeronáutica. Aviões modernos de fabricação 100% nacional! :)

Sete de Setembro em Brasília (foto: Lucio Luiz)

Um exemplo do porquê de eu ficar com o pé atrás com militares. Dá pra perceber que todos estão se espremendo para ver o desfile. Essa militar simplesmente foi abrindo caminho no meio do povo e se posicionou ali, sem nenhuma cerimônia, “jogando” pra trás os dois rapazes que estavam na beira da muretinha. Tudo bem que ela não ficou muito tempo (acho que foi cerca de meia hora), mas ao meu ver isso é mais um ponto negativo para a fama já péssima sobre a “superioridade” com a qual os militares tratam os civis.

Bom… Estou sem paciência para jogar as demais fotos aqui. Mês que vem faço a segunda parte desse post na quarta parte das Impressões de Brasília :)

quinta-feira, 21 de setembro de 2006 - Comentários (0)

Impressões de Brasília - Capítulo 1: Impressões gerais

Depois da Bahia, é a vez de Brasília ser alvo de minhas “impressões”. Não que alguém dê importância para isso, claro. Mas como eu prometi a mim mesmo que manteria o pseudo-blog sempre atualizado, tenho que dar um jeito de gastar o espaço.

Bom… O primeiro fato importante sobre Brasília é que todo mundo faz cara de espanto quando você diz que visitará a cidade. “Lá não tem nada pra se ver” é a segunda frase mais comum de se ouvir. A frase campeã envolve o presidente e um determinado lugar para o qual eu acredito que ele nunca foi, embora muita gente quisesse que ele fosse; mas prefiro evitar maiores comentários.

A despeito da crença generalizada de que não tem nada turístico em Brasília, eu sempre quis conhecer nossa capital. Ver todos os prédios famosos e os nem tanto, visitar a Praça dos Três Poderes e ver por dentro onde os três poderes ficam a poder todo mundo, acompanhar o famoso desfile de Sete de Setembro (se chamar de “parada” você corre o risco de apanhar de algum brasiliense), etc.

Vou abordar cada um desses assuntos em posts futuros, mas já adianto algumas primeiras impressões gerais: O Eixo Monumental faz jus ao nome que tem. Tentei caminhar por ali e ganhei uma bolha em cada pé já no segundo dia de viagem, só para eu aprender que preguiça é bom e faz bem.

A lenda de que os motoristas param quando alguém vai atravessar as ruas sem semáforos é verdadeira. Contudo, eu não arrisquei testar pessoalmente. Principalmente depois de descobrir que essa também deve ser a cidade onde mais se canta pneu no mundo. Não havia uma curva na qual ao menos um carro não passasse cantando pneu.

Brasília também é famosa pelo design arrojado dos prédios. Na verdade, quase tudo por lá tem design arrojado. Seja bom ou ruim. Até o confessionário da Catedral é moderninho, assim como a arquibancada esquisita do Estádio Mané Garrincha.

Para não me alongar muito, concluo esse primeiro post sobre Brasília explicando mais duas peculiaridades: Nunca vi tanto militar junto (e o mais assustador: muitos deles simpáticos!!! - nem todos, claro, alguns são normais). Também nunca vi tanta gente andando tranqüila nas ruas a qualquer hora sem medo de assalto. Como bom cidadão fluminense, sempre perguntava se tal ou tal lugar era seguro, no que tinha que agüentar um sorrisinho superior dos brasilienses. Mas, logicamente, não arrisquei muito.

Bem… É isso. Outro dia falo sobre o desfile, sobre a sala do Lula, sobre as moças locais e sobre qualquer outra bobagem para preencher espaço. Até ficar sem assunto e/ou sem paciência ou até minha memória problemática me fazer esquecer de tudo. Se bem que, nesse caso, posso inventar.

Brasília (foto: Lucio Luiz)

terça-feira, 12 de setembro de 2006 - Comentários (0)