São Paulo é uma cidade moderna. E preocupada com a acessibilidade, claro. Exemplo perfeito encontrei numa visita recente à Pinacoteca do Estado: Uma maquete do local com informações em braile e objetinhos em relevo para indicar aos cegos com perfeição como é o lugar.
Claro que, por questão de segurança, colocaram uma tampa de vidro para proteger a maquete (e, conseqüentemente, impedindo que se encostasse em coisas que podem ser vistas à distância, como os textos em braile).
As fotos abaixo mostram esse grande exemplo de acessibilidade que deveria ser seguindo por todos. Agora, os ceguinhos com habilidades mutantes para atravessar objetos sólidos com as mãos podem conhecer com detalhes a maquete da Pinacoteca do Estado.


Ao passear pelas estações do metrô de São Paulo, avistei algo muito estranho: O telefone do Batman!
Confira a foto abaixo que fiz com meu celular e diga se não parece com o telefone vermelho que o comissário Gordon usava para entrar em contato com o Cavaleiro das Trevas no seriado:

Se não bastasse, esse telefone fica cercado por uma redoma de vidro e está num lugar ermo, provavelmente esperando uma desgraça acontecer para ser utilizado.
“Alô, Batman! O Coringa está atacando o metrô de São Paulo! Ele jogou seu gás do riso na estação da Sé e agora temos centenas de paulistanos rindo! Eles pararam, sentaram no chão e estão rindo!!! São Paulo não pode parar!!!”
“Santa garoa, Batman!”, diz Robin, “O que faremos agora?”
“Para o Batmóvel, Robin! Vamos capturar o Coringa… Oh, não!”
“O que foi, Batman?”
“Hoje, estamos no rodízio! O Coringa conseguiu mais uma vez!”
“Santa placa de automóvel, Batman!”
É conhecida minha dificuldade monumental em falar com mulheres. Bom… Não que eu não fale com mulheres, claro que falo, mas refiro-me especificamente a falar com… digamos… segunda intenções (no bom sentido do termo, claro, já que eu sou um bom rapaz).
Devido à minha gigantesca timidez, não consigo falar nenhuma gracinha para nenhuma moça, por mais que eu tenha chance. Principalmente se eu tiver certeza que a moça em questão não corresponderá ao flerte. E eu sempre tenho certeza disso.
Para que esse prolegômeno humilhante? Para falar da gatinha da Torre do Banespa.
Bom… No meu dia de passeio por São Paulo, Conrad, meu “guia turístico”, levou-me à Torre do Banespa. Programa divertido ir no topo de um prédio para ver prédios e mais prédios. Pior que é divertido, sim (apesar da escada apertada que temos que subir nos últimos andares).
O ponto do post é que, ao nos encaminharmos para a recepção, eu vi uma moça muito bonita. Logicamente, pra variar, imaginei alguma forma de falar com ela alguma coisa qualquer, mas não tive cara-de-pau. Mas, por incrível que pareça, a moça falou comigo! E o mais impressionante: Graças a meu adereço mais nerd do dia, meu boné do Super-Homem!
Imagine para um nerd sem namorada há um tempão ouvir de uma gata a frase “Boné legal. Eu gosto muito do Super-Homem”. Não acreditei no que ouvi. É óbvio que ela apenas fez um comentário sem nenhuma intenção por trás, apenas sendo simpática. Mas, claro que um nerd quando vê uma bela moça que se diz fã de algum personagem de HQ, fica logo agitado.
O problema é que antes de eu conseguir falar qualquer coisa, o outro nerd ao meu lado, o Ilmo. Prof. Conrad ficou mais agitado que eu. E veio a batalha verbal para ver quem conseguiria melhores referências.
- Eu sou muito fã do Super-Homem! - emendou logo o Conrad.
- Mas… - tentei falar, sem sucesso.
- Eu leio todos os quadrinhos dele - N.E.: Tremenda mentira!
- Eu…
- Não precisa anotar seu telefone aí na lista, Lucio, usa o da minha casa, mesmo.
- Mas….
- Vamos agora para o terraço! Para o alto e avante!
- Ugh!
Claro que depois dessa, não consegui falar nada. Não que eu fosse conseguir mesmo dizer alguma coisa, claro. Mas falar “Para o alto e avante” porque ia subir num elevador foi nerd demais até para mim.
Certo foi o Dudu, ao comentar posteriormente que eu tinha a primazia de tentar falar algo já que eu que tive a coragem de sair em público com um boné do Super-Homem :)
Pena que eu nem consegui ver o nome da moça, já que ela deixou seu crachá ao contrário.
Bom… Espero que o Conrad nunca leia isso (eu sei que vai ler). Espero que a gatinha da Torre do Banespa nunca leia isso (tenho certeza que nunca vai ler). Espero, na verdade, que ninguém leia isso. Pra que diabos mesmo eu escrevi isso tudo?
São Paulo é um lugar bem legal para comilões. Já tive várias farras gastronômicas na capital paulista. Já comi sanduíche com 30 centímetros de altura e pastel com 50 centímetros de comprimento, só para citar dois exemplos.
Bom… Vou falar especificamente da farra gastronômica desta última viagem, com duas boas dicas para quem gosta de um bom lanche caprichado.

Uma boa pedida é o enorme sanduíche de mortadela que vende no Mercado de São Paulo. Não lembro o nome da lanchonete, mas dá pra ver parte do logotipo na bandeja da foto aí em cima :)
São 300 gramas de mortadela e mais algumas coisinhas. Claro que, depois da terceira mordida, comecei a sentir a língua ardendo e não parei de pensar no risco da “apimentação” do sanduíche. Mas, relaxei e detonei com tudo.
Vale avisar: Eu não comi tudo que está na foto! Metade da bandeja era do Conrad, cujas mãos cerradas na foto mostram o quanto ele ficou irritado pelo tempo que eu levei para fotografar a comida.

Já citei num post abaixo o Black Dog, lanchonete paulista que vende cachorros-quentes tão grandes que nem dá pra fechar. Só não mostrei nenhuma foto do ditocujo, então está aí em cima.
Claro que, na ânsia de devorar o dogão completo, quase esqueci de fotografar; portanto, lembre que o cachorro da foto está um pouco menor que a metade do que deveria ser.

Essa é uma banca de frutas do Mercado de São Paulo. Coloquei a foto para ter um pedaço politicamente correto neste post, com frutas saudáveis.
Não. Não comi nenhuma.
Tudo preparado para um MiniMorsaEncontro. Para quem não conhece a referência de piada interna… Dane-se. Não vou perder tempo explicando. Peço perdão :)
Estava combinado que o MiniMorsaEncontro ocorreria no Black Dog. Afinal, encontro de nerds gordos (uma quase redundância, sem e com trocadilhos) tem que acontecer num lugar onde tenha comida em grande quantidade - e um cachorro-quente completo gigante se enquadra nesse critério.
Avisei na lista dos Morsas e só Marcelo Soares e Nicola se prontificaram a aparecer. Contudo, esquecemos de um detalhe básico… Como saberíamos quem era quem?
Eu e Conrad chegamos um pouco antes do horário combinado e não tínhamos a menor idéia de como reconhecer Soares e Nicola. Contudo, vimos um gordo de óculos olhando desconfiado para os lados e se encaminhando diretamente para a banca de jornal. Na hora, concluímos em uníssono: Soares!
Acertamos, claro :)
Apresentações feitas, “On on on” berrado, resolvemos esperar um pouco pelo Nicola antes de começar a comer. Só que o cara não aparecia. Conversamos sobre todas as bobagens possíveis (começamos a falar de gibis, passamos a falar de mulher e voltamos a falar de gibis, mais ou menos nessa ordem), mas o Nicola não aparecia.
Ficamos na dúvida se o Nicola, afinal, sabia quem éramos. Então, resolvemos utilizar um método prosaico de identificação. Para cada pessoa que passava na rua, falávamos o nome “Nicola” bem alto, não importando o contexto.
“O transporte aéreo está uma merda por culpa do Nicola”, “Viu quem quebrou o recorde do salto com vara? Nicola”, “Prefere guaraná ou uma Coca-Nicola?” e por aí vai. Mas nada dele aparecer.
Então lembramos que era o dia dos “Xismên da Record”. A nova novela que traria mutantes e coisas do gênero. E o Nicola já havia falado várias vezes que faria questão de assistir. Portanto, passamos a xingar o Nicola enquanto comíamos nossos cachorros-quentes. Com todo carinho, claro.
Ao final, fizemos uma singela homenagem ao nosso amigos Mandari… digo, Nicola, que pode ser vista na foto abaixo:

Pior que, oficialmente, como éramos apenas três, isso nem pode ser chamado de MiniMorsaEncontro. Gritamos “On On On” duas vezes (Soares morreu de vergonha), mas ainda assim não foi oficialmente um MiniMorsaEncontro.
Culpa, claro, do Nicola :)
Voltei de São Paulo. Tenho assusto para enrolar em vários posts. Mas não vou fazer um “Impressões de…”, como fiz de outros lugares que visitei (só dois, mas falando assim parece mais). Como é provável que eu volte outras vezes para a terra da garoa, vou chamar meus posts relativos à cidade de “Lira Paulistana”. Com isso, ainda faço uma referência cultural.
Como se alguém se importasse…
Bom… Já fui a São Paulo trocentas vezes, mas foi a primeira vez que eu fui dirigindo. Minha viagem na verdade era para Santos, mas aproveitei uns dias antes do Congresso para o qual eu iria na Baixada Santista para visitar os amigos na capital paulista.
Claro que me perdi. Mesmo com um Guia de Ruas, eu me perdi. Apesar do Conrad morar no Copan (onde eu me hospedaria) e eu já conhecer o caminho para lá, me perdi. Claro. É São Paulo.
Afinal, errei a entrada para a Ponte da Casa Verde e me esqueci que as ruas de São Paulo não são lógicas. No Rio, bastaria entrar na saída seguinte e, seguindo a lógica, encontrar uma rua paralela ou seguir as placas. Mas eu estava em São Paulo.
Vi uma placa “Casa Verde” e resolvi entrar. Vi uma rua chamada “Casa Verde” e segui por ela. Depois, eu não sabia onde eu estava. Havia o bairro Casa Verde, a rua Casa Verde, a ponte Casa Verde, a sub-prefeitura Casa Verde e não sei mais o quê Casa Verde e uma não tinha nenhuma ligação com a outra!
Precisei consultar o Guia de Ruas duas vezes para descobrir como sair de onde estava. O pior é que já era de noite e não dava para enxergar as placas com os nomes das ruas. E ninguém sabia dar informação (se bem que não adiantaria mesmo se alguém desse informação, já que eu estava em São Paulo).
Enfim, encontrei a Ponte da Casa Verde no oposto extremos à Rua da Casa Verde a uma distância razoável do Bairro da Casa Verde e longe pacas da Sub-Prefeitura da Casa Verde.
Depois disso, foi fácil chegar até a Avenida Ipiranga. Só não podia contar que uma das faixas estaria bloqueada. E era exatamente a faixa na qual eu estava!
Tive que fazer um desvio, parei num sinal, não sabia mais onde estava (depois descobri que estava num cruzamento da própria Ipiranga) e fui parar a quilômetros de distância do Copan. Fui andando, andando, andando, até que encontrei uma placa perdida indicando “Largo do Arouche”. Isso foi a salvação.
Não sei como, voltei para o início de tudo e peguei a Ipiranga novamente. Dessa vez, fiquei do lado não bloqueado e segui procurando o Conrad, que me esperaria perto do Copan para me explicar como entrar na rua contramão em frente ao prédio..
Como demorei, o Conrad teve chance de receber duas propostas de homens que estacionaram perto dele e perguntaram se ele estava “trabalhando” naquele ponto. Ele jura que dispensou as propostas sem nem pensar nelas. Eu acredito no rapaz.
Bom… Consegui estacionar, tirar as malas do carro e dormir. E já me cansei de escrever. Depois escrevo mais bobagens.