Fui ontem ao show do Chico Buarque no Canecão. Nem preciso dizer que adorei o show e coisa e tal, já que sou fã do cara. Tudo bem que não chego ao ponto do rapaz que estava na mesa ao lado, que gritava que queria beber a mesma água que o Chico estava bebendo, mas sou fã :)
OK. A apresentação foi ótima. O baterista foi um show à parte, dando umas sambadinhas de vez em quando e se secando toda hora, já que estava um calor enorme no Canecão (eles devem estar economizando ar-condicionado). Mas não posso furtar-me a contar algumas coisas problemáticas.
Primeiro, foi um parto conseguir o ingresso. No ano passado, no dia exato em que os ingressos começariam a ser vendidos, eu me posicionei diante do computador e, dez minutos depois de iniciadas as vendas, acessei o Ticketronics. A maioria dos lugares bons já estava vendido (o me levou a ter dúvidas sobre se não houve vendas privilegiadas, mas tudo bem). Ainda assim, consegui para o dia 27 de janeiro uma mesa na primeira fila.
Eu estava tranqüilo, até que, passados dois dias, fui conferir no site quando o ingresso foi postado e descobri que minha compra ainda estava “em processo”. Considerando que o valor da compra saiu do cartão de crédito no mesmo dia, liguei para o telefone da Ticketronics para perguntar o que havia acontecido. A moça que atendeu disse que a mesa “não havia segurado”.
Queriam me jogar numa mesa lá no fundo e eu discuti muito. No final das contas, consegui uma mesa na primeira fila, ao lado da que eu havia originalmente comprado. Deixei então de lado a total incompetência de Ticketronics (só não foram incompetentes na hora de debitar o cartão no mesmo dia da compra) e relaxei.
No show, apenas quatro problemas: O primeiro, como eu já disse, era o calor. Além disso, para o preço absurdo que cobraram, as mesas estavam praticamente grudadas, quase não dava para se movimentar. Terceiro, um segurança, de forma mal-educada balançou o braço da minha irmã a proibindo de filmar um pedaço do show com a câmera. Apesar da ignorância com a qual ele falou com ela, isso não seria problema, mas de onde eu estava sentado vi dezenas de outras pessoas filmando o show e nenhum segurança falou nada.
Por fim, no segundo bis teve uma “invasão” de moças histéricas, que se posicionaram grudadas ao palco tapando a visão de todo mundo das primeiras fileiras (a maioria era magra, caso alguém com boa memória queira saber). Não tive escolha, fui empurrando todo mundo para chegar perto do palco também (só parei quando encontrei um ótimo lugar atrás de uma moça muito bonita, que estava tremendo de tanto chorar após entregar uma carta ao Chico). Sorte que não havia ninguém de cadeira de rodas nesse dia, ou seria impedido de assistir o show por conta da bagunça.
Tirando essas coisinhas bobas, o show foi ótimo, sensacional, maravilho, estupendo, fantástico. Torço fortemente para que o Chico Buarque mude do Canecão para algum lugar mais organizado no futuro, mas foi tudo imperdível. Só escrevi isso tudo no post porquê… bem… se ao invés de reclamar de bobagens eu ficasse discorrendo sobre os olhos verdes do Chico isso soaria um tanto baitola.

Para compensar um pouco a abstinência de Bienal do Livro (só ano que vem, meu Deus!, por quê tanto sofrimento?), fui hoje à Primavera dos Livros, uma espécie de “Bienal do Livro do B”.
Para quem não conhece, é uma feira de livros composta por editoras pequenas, além de algumas universitárias. Quase todos os livros são vendidos com grandes descontos. Não fiz muitas despesas, mas me diverti um bocado folheando a livraiada toda.
No geral, o evento (que ocorreu no Jockey Club), é bem organizado. Só alguns poucos visitantes que não são lá tão educados, ocupando espaço na frente das bancas das editoras impedindo que os outros se aproximem com facilidade, além de pessoas que param no meio do caminho com carrinhos de bebê para conversar, obrigando a todos a dar pequenas voltas entre uma banca e outra.
Mas nada que atrapalhasse, claro. Só estou meio resmungão :)
Ah… E para as pessoas famosas, que sofrem horrores na Bienal, a Primavera dos Livros é um alento. Vi uns três atores famosos (só lembro do nome do xará Lúcio Mauro Filho) e eles conseguiam andar sem muita gente enchendo o saco deles.
Resumindo, a Primavera dos Livros vale a pena ser visitada. Se bem que, no Rio, só ano que vem, já que hoje foi o último dia…

Antes de mais nada, não direi o nome da pessoa nem qual foi o post que originou o assunto. Com isso esclarecido, vamos a esse post, que mantém o estilo de brincadeira que costumo usar para escrever no Inutiologia e que, quem me conhece, sabe que não passa de um “estilo” específico para esse site, que, como qualquer distraído (estou sendo politicamente correto) pode perceber, tem primordialmente objetivo humorístico e satírico.
Bah… Isso está sério demais. Vamos melhorar.
Hoje, fiquei emocionado. Meu pseudo-blog está virando um blog de gente grande. Recebi por e-mail minha primeira ameaça de processo! Emocionei-me por dois motivos principais. Primeiro, descobri que tem gente que lê o blog, além de meus amigos e pretensos inimigos. Segundo, descobri que as pessoas dão importância para o que escrevo aqui. Se bem que esse segundo motivo deve preocupar seriamente o Ministério da Cultura.
O ponto é que num determinado post, no qual eu abordava de maneira satírica e jocosa um determinado show, descaradamente brincando, falei determinada coisa sobre as fãs dos determinados cantores que eu citava. Havia uma determinada foto tão mal feita que não dava para reconhecer ninguém, mas que acabou sendo vista por um determinado amigo de uma determinada pessoa que estava nela. A pessoa se ofendeu e enviou um e-mail solicitando a retirada imediata da foto.
Como minha intenção com os posts é apenas divertir, tirei a foto e pedi desculpas sinceras à pessoa. Afinal, não foi minha intenção ofender ninguém. Tem gente, por exemplo, que entende o que os outros escrevem, como a simpaticíssima dona do IFD Blog, que eu satirizei num antigo post intitulado “Momento invejinha”. Ela, que certamente é inteligente (não que outros não sejam), entendeu que tudo o que escrevi sobre o blog dela não passava de uma brincadeira perfeitamente compreensível pelo teor do post.
Mas, claro, se não houvesse pessoas que entendessem os posts, não haveria graça publicar isso na internet. E, se não houvesse pessoas que não entendessem e ficassem chateadas, não haveria graça publicar isso na internet.
Por sinal, espero que todos entendam o que escrevi. E, se não entenderem, podem ameaçar de processos, o que não deixa de ser uma homenagem. Só não explico sobre Legislação por aqui porque, afinal, esse blog não é pra isso. Sem contar que nunca mais eu teria ameaças desse tipo se as pessoas conhecessem as Leis que regem o jornalismo :)
Hoje, perdi o jogo Portugal x Angola para ir com minha irmã caçula a um show no Carioca Shopping. Até chegar lá, nem sabia bem quem cantaria, só sabia que era alguém que tinha participado do programa Fama, da Globo. Estava resignado quando descobri que não era apenas um ex-participante do Fama, mas dois! Só que já era tarde demais.
Antes de prosseguir com o relato, tenho que admitir uma coisa: a menina canta muito bem e o rapaz canta direitinho. O repertório tinha umas coisas boas, como Beatles (no momento em que homenageariam a Inglaterra, onde o Dan nasceu, cantaram só Beatles, na verdade). Mas, no geral, o repertório era um tanto esquizofrênico e sem personalidade, mudando muito de estilos musicais. Só que nem é isso o mais importante.
Vejamos… Eu já me senti um peixe fora d’água quando vi o hall do shopping lotado para ver uma dupla da qual nunca ouvi falar. Eles tiveram músicas em duas novelas, mas jamais imaginaria que eram eles. No início, uma coroa apareceu dizendo “O amor está no ar”, no que várias adolescentes gordas gritaram histéricas.
Ela não exagerava. A maioria das músicas dessa dupla falava de amor. Muitas eu nunca tinha ouvido, mas o povo cantava animado. Letras bem simples, com várias rimas com verbos no infinitivo (recurso normalmente usado por quem tem preguiça de pesquisar um dicionário de rimas). Além disso, todas músicas terminavam com gemidos parecidos com “ouououuuu”, até mesmo as famosas, que já tiveram interpretações melhores.
Tinha muita gente fotografando. Por sinal, isso até eu fiz, já que precisava de fotos para o pseudo-blog. Perdoem-me. Ao menos isso me mostrou que eu definitivamente preciso de um celular com uma câmera melhor (as fotos ficaram horríveis!).
Um dos piores momentos (embora muito engraçado) foi o “teatrinho” que eles fizeram em um dueto sobre namorados. O rapaz fez umas caras e bocas um tanto apalermadas, como se fosse um retardado apaixonado, mas levou as gorduchas ao delírio assim mesmo. Por sinal, deve ser pré-requisito para entrar no fã-clube deles ser uma adolescente gorda. Acho que só uns 10% das meninas do fã-clube se salvavam.
Também não posso me furtar a comentar os mini-discursos que eles fizeram. O da Cidia foi político. Não lembro direito as palavras, mas ela falou algo sobre ninguém mais agüentar as manchetes de violência e que todos teriam que fazer alguma coisa. Muito produtivo. Já o rapaz defendeu que todos deveriam aproveitar o dia dos namorados (amanhã) para ser feliz. E quem não tivesse namorado(a), que aproveitasse o shopping para correr atrás de alguém.
Bom… Como não posso criticar impunemente uma dupla de cantores com tantas fãs adolescentes gordas (costumam ser as mais violentas quando se fala mal dos ídolos), vou parando por aqui. Reforço dizendo que acho que a moça canta bem e que ela ficou muito bem na roupinha que usou no show. Ô, se ficou.
Para fechar a análise desse momento cultural (caramba… meus dedos quase não me obedeceram na hora de escrever isso), fecho com a bela e inspiradora frase que o Dan falou por conta do dia dos namorados: “Vamos namorar todo mundo!”. Claro que ele deve ter trocado a ordem das palavras, mas valeu a intenção.

Não é mistério para ninguém que me conheça que eu sou fã do Chico Buarque. Meus mais de 80 CDs dele e em sua homenagem, além do fato de saber de cor praticamente todas as músicas dele, estão aí para provar isso. Portanto, não é de se estranhar que eu use esse post para elogiar o novíssimo disco do Chico que acaba de me ser entregue pelo Submarino.
Depois de muuuuito tempo sem lançar um CD de inéditas, Chico nos brinda com “Carioca” (curiosamente, título de uma música do CD anterior). Ele mantém a altíssima qualidade nas letras e composições. Algumas eu já conhecia dos programas especiais da DirecTV (tenho todos DVDs!), mas todas são fantásticas.
Eu ficar aqui elogiando Chico Buarque seria chover no molhado, certamente. Como não posso ser imparcial, continuo elogiando outros pontos, como o DVD que acompanha o disco (o CD também é vendido sem o DVD). Além disso, devo citar que ficou muito legal a inserção de uma “embolada” na música “Ode aos ratos”, que já havia sido apresentada no CD da peça Cambaio.
Só tenho um detalhezinho a lamentar. Nada demais. Só uma bobeirinha minha. É que na música “Subúrbio”, entre os diversos subúrbios cariocas citados nominalmente, está Nova Iguaçu. Pô! Nova Iguaçu não é subúrbio do Rio! É outra cidade, com seus próprios subúrbios. Carioca sempre menospreza a Baixada :P
Tirando esse pequeno comentário bairrista de minha parte (para o qual fiz um versinho sacana que só não mostre aqui porque os fãs tarja preta não vão entender que não passa de brincadeira), o CD é fabuloso. Fenomenal! Fantástico! Comprem! Agora!
E que venha o show! :D

Não poderia deixar de comentar o show ao qual fui ontem na Casa de Cultura de Nova Iguaçu: a apresentação do jovem músico iguaçuano Octavio Aughusto.
Esse é um “Momento Cultural” porque o rapaz é um ótimo cantor e competente letrista. Ao mesmo tempo é um “Instante Jabá” porque é meu amigo :)
Mas creiam quando digo que ele tem talento. Seu site - clique aqui - traz algumas de suas letras e, em breve, alguns MP3. Também há a resenha de um jornalista sobre seu primeiro CD. Sim, o jornalista sou eu, mas nem por isso a resenha é menos sincera ;)

Ontem, assisti à peça Tangos e Tragédias no Canecão. Eu havia visto uma entrevista dos dois atores no Jô Soares há tempos e sempre quis conferir o show, mas nunca tive tempo, oportunidade ou qualquer outra coisa que sirva como desculpa.
O ponto que é fui ontem. E não me arrependi. Estava meio com o pé atrás, especialmente porque em nossa mesa sentou-se uma moça que falava dos dois malucos com enorme ânimo, dizendo que já assistiu a peça mais de vinte vezes. Isso não me pareceu um bom sinal, já que não costumo levar fãs muito a sério.
O início da apresentação foi devagar, mas depois de alguns minutos engrenou. Daí em diante, foi gargalhada o tempo todo. Só vendo para ter noção de como é cômico o show. E a conclusão foi ainda mais interessante, já que eles não se despediram no palco e ponto final. Eles foram “carregando” o público até o lado de fora, num estilo Flautista de Hamelin (eles iam cantando até a porta e todo mundo ia atrás).
Do lado de fora do teatro do Canecão, eles continuaram cantando por mais um bom tempo, com todo mundo em volta deles. Pena que meu celular é uma porcaria com fotos e não consegui registrar nada que prestasse.
Quem quiser conhecer mais sobre eles, recomendo visitarem seu site: www.tangosetragedias.com.br. Realmente vale a pena.

Ontem, fui à Bienal. Pra variar, fiquei o dia inteiro. Pra variar, tinha poucas promoções. Pra variar, não resisti mesmo assim e voltei falido.
Tirando o fato de que não quiseram me deixar comprar os livros no estande da França (tinha uma francesa meio debilóide que não entendeu que as feiras de livro no Brasil são para o público, e não para editores), foi bem legal. Não muito diferente das outras bienais, claro, mas foi legal.
Pra ser sincero, só estar no meio de milhões de livros já me deixou extremamente feliz :)
Ontem fui à apresentação do musical Ópera do Malandro, de Chico Buarque. Só tenho uma coisa a dizer: Fabuloso!!!
Certo… Certo… Todo mundo sabe que eu sou fã do Chico, tenho uns 80 CDs dele e de outros cantores interpretando suas músicas e coisa e tal. Mas o musical realmente é ótimo.
Eu perdi durante a primeira temporada no Rio e aproveitei agora essa curtíssima temporada deles no Canecão (por sinal, as acomodações estavam horríveis porque colocaram uma quantidade absurda de mesinhas “grudadas” umas nas outras para garantir muito$ e$pectadore$).
Quem for do Rio ainda tem mais essa semana para comprar seu ingresso. Tem poucos lugares sobrando, que podem ser conferidos no site Ticketronics. Vale a pena!
Fui hoje na exposição do Henfil no Centro Cultural Banco do Brasil, no centro do Rio. Está muito bem feita, com vários originais expostos e praticamente todas as revistas publicadas por ele disponíveis para leitura, além de quilos de tirinhas encadernadas em várias bancadas.
Quem pretende ir à exposição, deve fazer um esforço para ir quando tiver bastante tempo para aproveitar bem o enorme volume de material disponível para leitura no evento (tem até banquinho para ler as revistas pelo tempo que quiser).
A exposição no Rio vai até 26 de junho. Depois, vai para o CCBB de Brasília (11 de julho a 18 de setembro) e o de São Paulo (29 de outubro a 15 de janeiro).
Como o segurança implicou quando eu tentei tirar uma foto do salão, vou apenas reproduzir abaixo uma das tirinhas do Henfil que está no catálogo da exposição (por sinal, ótimo, embora um tanto caro - estando em contenção de despesas, vale mais a pena procurar pelos livros de coletâneas que saíram há algum tempo pela Geração Editorial):
